Consultoria técnica especializada em mapeamento de pastagens – remoto
Autônomo / PJ
Responsabilidades
- Desenvolver uma base de pontos amostrais georreferenciados para caracterização de áreas de pastagem, visando diferenciar pastagens plantadas de campos nativos, bem como coletar informações complementares associadas à mesma localização (como condições de manejo, produção de biomassa, estado de conservação e contexto de uso da terra), com o objetivo de aprimorar a acurácia de mapeamentos por sensoriamento remoto.
- Produzir um mapa de pastagens do Cerrado com resolução espacial de 10 metros ou mais fina (ex.: 10m, 5m, 1m), com distinção entre pastagem plantada e vegetação nativa e classificação dos níveis de degradação, como produto operacional para monitoramento de conversão nas cadeias de soja e carne bovina.
- Reconstruir e analisar trajetórias de uso da terra no nível da propriedade rural, integrando dados fundiários e séries temporais de uso e cobertura da terra, com o objetivo de identificar padrões de conversão (ex.: vegetação nativa → pastagem → agricultura), estimar passivos ambientais e apoiar análises de risco e tomada de decisão no contexto de cadeias livres de desmatamento e conversão (DCF).
- Definir o escopo e das áreas prioritárias: delimitar as áreas de interesse no Cerrado a serem priorizadas para a coleta de amostras, considerando: (i) estratificação pelas ecorregiões do Cerrado, garantindo representatividade da diversidade fitofisionômica; (ii) regiões sob maior pressão de conversão e relevância para as cadeias de soja e carne bovina; (iii) compatibilidade com a malha de parcelas de campo já coletadas por parceiros.
- Revisar e sistematizar as classes de interesse: definir, com base na literatura e em referências técnicas existentes, as classes de uso e cobertura do solo a serem consideradas no levantamento, com foco na distinção entre áreas de pastagem, cultivo agrícola e outras classes relevantes.
- Definir o período de estudo: Os pontos amostrais serão coletados em campo no ano de 2026, durante a estação seca (julho a agosto), visando garantir melhores condições de acesso.
- Sistematizar os dados e elaborar os produtos: os dados coletados em campo e extraídos de imagens de satélite deverão ser organizados em uma base georreferenciada padronizada, contendo informações sobre classe de uso e cobertura da terra, nível de confiança da interpretação e atributos geoespaciais associados (ex.: município, estado).
- Desenvolver um produto de mapeamento de pastagens para o bioma Cerrado em alta resolução espacial (pixel ≤ 10 m), incorporando avanços metodológicos e o uso de dados mais detalhados, com foco no aprimoramento da classificação e maior nível de discriminação das classes de interesse.
- Utilizar a base amostral para avaliação e aprimoramento de modelos existentes: a base de amostras coletada deverá ser utilizada para avaliar e aprimorar produtos existentes de mapeamento de pastagens, com foco no contexto do Cerrado, incluindo indicadores como vigor e biomassa, além do refinamento na distinção de classes.
- Realizar análises de acurácia para documentar o ganho obtido com a resolução de 10 metros em relação aos produtos existentes, com ênfase na distinção entre pastagem plantada e formações nativas abertas.
- Consolidar resultados e recomendações técnicas: os resultados, bem como as metodologias adotadas, deverão ser consolidados em relatórios técnicos que documentem as principais etapas das análises, garantindo a rastreabilidade do processo e fornecendo subsídios para aprimoramentos futuros.
- Integrar com bases fundiárias e socioambientais: integração do mapa de pastagens aprimorado com bases em escala de propriedade (CAR, SIGEF, SNCI, dentre outras), permitindo a análise espacial do uso da terra no nível do imóvel rural.
- Analisar temporal das transições de uso da terra: reconstrução de trajetórias de uso da terra (ex.: vegetação nativa → pastagem → agricultura) no nível do imóvel rural, a partir da integração de séries históricas do MapBiomas, PRODES e produtos derivados do mapeamento de pastagens produzidos no escopo deste TdR.
- Identificar áreas com potencial para expansão de soja: realização de análises geoespaciais a partir do cruzamento entre uso da terra, cobertura vegetal e limites das propriedades, com o objetivo de identificar áreas com potencial para expansão da soja, com ênfase em áreas já antropizadas, como pastagens.
- Sistematizar os resultados em camadas geoespaciais, indicadores e relatórios voltados à análise de risco, due diligence e tomada de decisão em cadeias livres de desmatamento e conversão.
Requisitos
- Qualificação técnica e experiência prévia da equipe em sensoriamento remoto e mapeamento no Cerrado.
- Adequação e detalhamento da proposta metodológica.
- Capacidade de conduzir a coleta de dados em campo e interpretar imagens de alta resolução.
- Desenvolver e operar fluxos de classificação por sensoriamento remoto em escala de bioma.
- Integrar produtos cartográficos com bases fundiárias e séries temporais de uso e cobertura da terra.
- Experiência relevante relacionada ao objeto da contratação, demonstrada por portfólio ou currículo vitae detalhado.
- Propostas enviadas por pessoa jurídica ou MEI devidamente regularizadas com certidões negativas válidas.
- Emissão de Nota Fiscal Eletrônica.
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